quinta-feira, 3 de agosto de 2017

AVENIDA BRASIL



Estamos em 2013, depois de dez anos de governo petista. O problema maior do país continua sendo a falta de políticos e governantes verdadeiramente comprometidos com a sociedade brasileira. E com destaque a  falta de oposição competente. A chamada sociedade democrática pode ser a melhor forma de organização política de um país, mas está longe de ser uma democracia plena, que inclua aspectos econômicos, sócio-culturais e políticos. As explicações podem ser longas, por exemplo começando pelo tipo de gente que foi enviado para colonização, a forma de colonização por grandes latifúndios, a distância dos polos centrais de desenvolvimento (Europa e Estados Unidos), o deficit educacional imenso, a falta de sorte de não ter produzido no acaso uma geração de brasileiros realmente ilustres, estadistas.

O petismo teve grandes contribuições para o avanço da sociedade, como a inclusão social, ter colocado o povo na história do país. Mas por outro lado não conseguiu produzir o desenvolvimento (crescimento com distribuição), e pior, não contribuiu para melhorar a prática política. Ao contrário, massificou a lei de Gerson do jeitinho e do levar a melhor em todos os negócios. Favoreceu e legitimou a corrupção. Permitiu a desnacionalização da economia.

A pior parte é que monopolizou a manipulação da pobreza e a usa como instrumento de poder. Nas eleições aplica o vale tudo, não apresenta um plano de ação mas apenas insiste em dizer o que seus adversários supostamente fariam "contra o povo". Ou seja, não diz o que vai fazer, mas o que seus adversários farão de mal.

O problema é que não se tem uma oposição digna do nome, mais parecem acadêmicos ou ex-seminaristas (com todo respeito se os tomamos em seus contextos, não na política).

Então, o que esperar dos tempos atuais. Se é católico, reza; se é cético roa as unhas ; .....(to be continued....)

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ECONOMIA 

A gente já desconfiava desses frigoríficos, eles se tornaram muito poderosos e afinal estamos no Brasil. Mas agora a gente tem certeza que pode estar comendo merda. Como não podem exportar essa droga, ela fica para o consumo interno. Mas é claro que vão culpar os pobres fiscais que, se destacando de seus coleguinhas corruptos, fizeram a denúncia. E não há nenhuma garantia que os demais frigoríficos estejam bem, apenas pode ser que não apareceram outros fiscais com coragem para fazer denúncias. O fato é que se perdeu o bem mais precioso, a confiança.

No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.
Nos últimos anos venho criticando a política de juros altos e câmbio do Banco Central, que empurra o país para se concentrar na exportação de matérias primas, abdicando de tornar-se uma nação de primeiro mundo. É verdade, reconhecendo que por vezes o Banco teve de correr atrás para tapar buracos da política econômica. Pois agora é um dos pais do Plano Real, Pérsio Arida, (um dos outros pais, não reconhecido oficialmente, é o economista do BNDES meu primo Claudio Abreu) que afirma categoricamente que desconfia da eficácia dos juros altos no combate à inflação. Pois é, por conta desses sucessivos funcionários de bancos emprestados ao serviço público vamos exportando dinheiro para, como dizia o insuspeito – nessa matéria -- Delfin Neto, salvar o lucro dos capitalistas internacionais. Descoberta tardia, mas ainda assim inspiradora.

No Brasil, os especuladores financeiros fazem a festa. Eles entram à hora que querem, mordem onde querem, chupam nosso sangue na bolsa de valores e na taxa de juros, e quando querem sair do país pressionam a taxa de câmbio para ganhar também na recompra de dólares. Ganham assim duplamente. E nossas autoridades financeiras são cúmplices desse círculo vicioso.

Eu não me detive ainda para entender a tal PEC que está sendo votada à força. Mas se vem do Meireles devemos ter todo o temor do mundo. Como sempre, no Brasil nada é o que parece à primeira vista, temos de examinar os gatilhos e as armações. o que está por trás. O princípio geral pode ser bom, limitar o gasto público, mas em quê? Não queremos simplesmente limitar em saúde e educação, mais que não gastar temos talvez é de redistribuir o gasto. Muita atenção nessa hora, o governo atual tem outros tipos de ruindades, ainda não é o nosso governo.

Gente, é duro assistir a uma estratégia econômica que perpetua o destino de país exportador de matérias primas e importador de produtos industrializados, a receita viciada e quase secular. Isso que dá colocar neoliberal para comandar a economia do país.
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GOVERNO

A Terceirização do contrato de trabalho   31\03\17
Está em discussão (sic) e praticamente aprovado um regime trabalhista de terceirização ampla do contrato de trabalho. A resistência sindical faz sentido. A terceirização rompe com alguns postulados importantes da relação de trabalho, como a identidade profissional do empregado com a empresa. Faz parte da ideologia das relações de trabalho que este não poder ser tratado como mercadoria. Para isso os RH foram criados e desenvolvidos nas empresas. Incluem um pacote de serviços e boas práticas, como política salarial, formação, carreira e benefícios sociais.  É bem distinto se você está empregado numa empresa sólida, de imagem prestigiosa, com mística, com nome na praça, que traz orgulho a seus empregados, e outra, terceirizada, criada às pressas para dar conta de um contrato de tempo limitado. Você cria dois gêneros de empregados trabalhando juntos, o autêntico e o bastardo. É o deterioro, o conflito dentro das hostes trabalhistas. Só um governo sem alicerces históricos poderia ter coragem de instituir um regime dessa ordem (sem progresso).
A terceirização já se pratica atualmente, mas apenas para funções secundárias, provisórias ou temporárias da empresa. Agora se está liberando para todas as funções, um escândalo inacreditável, uma vez que isto está sendo feito na marra e sem nenhum beneficio compensatório para os trabalhadores. Podemos afirmar que essa proposta ademais está no bojo de um processo de depreciação e precarização das relações de trabalho. Se assim, quem sabe não deveríamos extinguir de vez o contrato individual e os trabalhadores se reuniriam em seus respectivos sindicatos e o sindicato faria contrato comercial com as empresas, como se pratica em parte nos portos?! Eliminaríamos as relações de trabalho e Marx estaria feliz em seu túmulo, sem mais a exploração do homem pelo homem.

A nossa empresa de correios ECT já foi a melhor empresa estatal do país. Depois vinha com altos e baixos ao ritmo do aparelhamento político. Vez por outra coincidia um bom gestor, na sorte, porque a política pouco se importa com desempenho gerencial. O problema algora eu não sei de onde vem nem o por quê. O fato é que cada despacho de uma carta ou objeto pode tomar 15 minutos, com a papelada que o ou a funcionária tem de preencher na hora. Como os terceirizados foram fechados, as poucas agências estão lotadas e uma simples carta pode tomar mais de uma hora para ser despachada. Não há um ministério da desburocratização? Kafka deve estar se retorcendo de prazer em seu túmulo.

Os governadores do Estado do Rio fizeram uma administração temerária, andaram pagando salário com royalties e usando o dinheiro de arrecadação para coisas que nem sabemos. E quando faltou royalty deixou os servidores a ver navios. Se isso não tem punição, algo está errado no reino da Dinamarca.

Temos muitos problemas no nosso país. Mas as crises são geradas por dirigentes incompetentes, sem muita legitimidade, insensíveis às necessidades da população, cultivando teses macroeconômicas viciosas e pelas elites, que aproveitam as supostas crises para justificar práticas normalmente inaceitáveis contra os interesses da sociedade.
Quando me perguntam se tenho a saída, não sei o que responder. Qualquer suposição que eu possa fazer sofre de falta de referências partidárias e parâmetros institucionais demonstrativos. Então fico restrito a uma posição absolutamente niilista. Quem souber de uma saída tem o dever de apontar.
 

Nossas Opções de Políticas de Governo entre a Cruz e a Caldeirinha
Em troca de manter pífios benefícios para os mais pobres o PT queria que a classe média aceitasse a corrupção sistêmica como instrumento de governo.  A alternativa está sendo suportar um governo de capitalismo selvagem onde proliferam economistas convencionais usando argumentos falaciosos e oportunismo de crises construídas para agir como verdadeiros abutres dos benefícios sociais. Resultado: estamos ferrados de qualquer jeito.
O que chamam de crise o lulopetismo usava para justificar desgoverno e o atual governo usa para justificar a redução de direitos dos trabalhadores. Dois falsos argumentos, os males do Brasil são.
As dificuldades reais são geradas por governos incompetentes e comprometidos com os ganhos do sistema financeiro.  Claro que reformas são sempre necessárias, afinal o mundo gira, mas as explicações não convencem, são mais fidejussórias, justificações de escolhas prévias.  Ouvir coisas como “esperar passar as eleições para praticar as maldades” supostamente necessárias, ofende a nossa inteligência, é uma confissão ideológica. Dificuldades, ou crises, são decorrentes de maus governos e desvios de finalidade. Quando um ministro a serviço dos bancos é nomeado para governar a economia, os juros sobem, o dólar baixa, a classe média vai fazer turismo lá fora e qualquer falta de produto na praça se resolve com mais importações. Então o que falta é uma política que favoreça o investimento nacional, essa é a crise.
Ouvir explicações de autoridades ocasionais de governo dá dor de barriga, é aceitar ofensas a nossa inteligência. Somos diariamente bombardeados por economistas ardilosos a serviço do mal. É a ciranda capitalista se movendo leve, livre e solta.

É o que sempre digo, toda vez que se anuncia uma reforma nesse país é para cortar benefícios dos trabalhadores públicos ou privados. E que dizer dos aposentados? Os dirigentes do país são cretinos, abusam da ignorância de muitos brasileiros, que eles exploram com suas escolas falidas e sua saúde negada. Faltam líderes legítimos, com dignidade, consciência do bem comum e visão de estadista. A gente já está cansado de fazer manifesto e passeata, porque já não acreditamos nisso.

Nem a Justiça se entende. Rigorosamente, o novo ministro da justiça não tem nenhum direito adquirido por ter sido empossado no Ministério Público antes de 88. Ele só teria direito adquirido se tivesse assumido o ministério da justiça antes de 88. O resto é só o jeitinho brasileiro. Não vê o que não quer ver.
Se fosse assim, todos os aposentados que contribuíram com dez salários mínimos teriam seu direito adquirido mesmo depois de FHC ter separado os respectivos aumentos (dos aposentados e do salário mínimo) que Lula ratificou e aproveitou politicamente.
Claro que a Justiça, em suas filigranas e artifícios, pode arguir "expectativa de direito", que só vale para os casos selecionados, para os "amigos".


Cultura barulhenta
Ministério da Cultura lembra o ministério da inteligência da Venezuela nos anos 80. A cultura é multidisciplinar e interinstitucional. O certo era ter um programa nacional de promoção dos valores culturais instituídos ou sugeridos na Constituição.  A cultura se expressa nos valores, crenças, atitudes e comportamentos, não se confunde com suas manifestações específicas.
Desde sua criação esse ministério luta para conseguir algum recurso e sempre aplica mal, como recentemente em que foi aparelhado pelo PT e como vemos na campanha nacional das viúvas do PT, que dançaram rolaram com o dinheiro publico. Somente a provisoriedade do governo de plantão explica ter cedido para o barulho das estrelas bem contempladas pelo orçamento da autarquia.
Tudo bem, voltemos com a Cultura, mas por favor desaparelhando o ministério e revisando fortemente os critérios para a distorcida Lei Rouanet.  

O que entendi do imbróglio
Se é que se pode entender algo na atualidade brasileira. Quando se pensa que chegou a um
resultado, eis que novos dados o levam para outro lado. É a algaravia institucionalizada.
Vejamos se é correta a seguinte versão do diálogo Jucá x Machado: Os dois afirmam em consenso que é preciso estancar a sangria desatada produzida pela lava-jato. Não vai sobrar pedra sobre pedra e a elite política não vai aguentar. Então como fazer? Entendem os dois que com Dilma não dá, não porque ela defenda a lava-jato, ela até nomeou um ministro para o Tribunal Superior e outro para o Ministério com o objetivo explícito de frear a sangria. Mas por falta de capacidade e dimensão política de Dilma para armar e sustentar um acordão político. Além disso ela estaria na mira da lava-jato e qualquer coisa que ela faça vai ser logo notada, ou seja, com ela não daria. Então chegaram ao Temer. Só que aparentemente tudo isso ficou apenas na cabeça dos dois, pelo absurdo da concepção, que incluía o Supremo e o próprio Lula.
Afinal prevaleceu o pedido dos autores que conhecemos, que parece não ter nada a ver com as trapalhadas da dupla. Se pegaram carona no pedido, isso é outra coisa.
E nada disso exclui o fato incontestável de que o país não aguentaria mesmo mais dois anos de Dilma, considerando os fatos econômicos que estão sendo mostrados sem contestação do PT.

Governo “provisório”

Enquanto eu pensava no grande equívoco que atualmente ocorre no país, como parte de minha tese da crise institucional, vejo que o tema foi tratado por um partido de oposição, em reclamação ao Supremo. Realmente o Temer não podia ou não devia fazer tanta mudança como governo provisório. Era até melhor para ele, e o desobrigava de consertar o país em tão pouco tempo, tarefa quase impossível. E funcionava até como pressão para aprovar logo a saída de Dilma. Temer não teria de fazer nada, só levar o governo em banho-maria. Mas isso não seria desastroso para o país, aguentar mais tempo no caos? Então realmente aí está mais um vazio da lei do impeachment, requerendo discussão e revisão. E sujeito a mais improvisos do Supremo.

A Crise Institucional do país:

Está claro que a Lei do Impeachment precisa ser rediscutida. A associação entre uma base técnica e uma interpretação política é uma contradição em si mesma. Se é necessária uma base técnica e uma vez cumprido o requerido, qual o papel que restaria aos políticos? Se eles podem ignorá-la, então não era necessária, era apenas subsídio. Ora, se uma autoridade jurídica os obriga a votar de acordo com a base técnica, então para quê consultar os políticos?  E se eles decidem votar contra a base técnica poderão ser contestados pelo jurídico?
Por isso eu disse em texto anterior que é tudo um faz de conta: os políticos ignoram a base técnica e votam de acordo com seus interesses, fingindo que estão considerando a base técnica, enquanto o jurídico finge que está sendo obedecido.
Outra contradição é a necessidade de passar primeiro pela Câmara para depois passar pelo Senado. Ora, se a Câmara veta tira o direito do Senado de examinar. Se a Câmara aprovar, o veto no Senado soa como reprovação da Câmara, sem chance de reavaliação. Por que não juntar o Congresso para um exame conjunto?
Muita coisa precisa ser revista na institucionalidade do país.

Enquanto eu pensava no grande equívoco que atualmente ocorre no país, como parte de minha tese da crise institucional, vejo que o tema foi tratado por um partido de oposição, em reclamação ao Supremo. Realmente o Temer não podia ou não devia fazer tanta mudança como governo provisório. Era até melhor para ele, e o desobrigava de consertar o país em tão pouco tempo, tarefa quase impossível. E funcionava até como pressão para aprovar logo a saída de Dilma. Temer não teria de fazer nada, só levar o governo em banho-maria. Mas isso não seria desastroso para o país, aguentar mais tempo no caos? Então realmente aí está mais um vazio da lei do impeachment, requerendo discussão e revisão. E sujeito a mais improvisos do Supremo.

A primeira obrigação de um governo é cuidar do bem-estar da população e a geração de renda é um dos principais instrumentos desse objetivo. Governos que falham nessa finalidade deviam ser depostos ou renunciar. Tenho visto chefes de família às lagrimas sem saber como manter sua sobrevivência. Tenho visto um governo provisório aproveitar-se da suposta crise para cortar benefícios e conquistas da sociedade, sem tocar em alternativas que poderiam poupar o sacrifício social. Lamento a falta de verdadeiros líderes políticos com o perfil de estadistas. É grave a situação do nosso país, não apenas pela má economia, mas pela falta de grandeza e virtudes de nossas autoridades.

 O Supremo tem sua chance de corresponder à grandeza que dele se espera e mostrar-se ao país como um verdadeiro marco da pátria, renunciando com alarde a esse acinte contra o povo brasileiro. Está claro que Temer está chantageado, e é obvio que também ele não vai mostrar qualquer atitude superior a suas pernas. Parece que o povo vai ter de voltar às ruas, agora com uma tarefa bem mais difícil de captar numa palavra de ordem.
É o que sempre digo, toda vez que se anuncia uma reforma nesse país é para cortar benefícios dos trabalhadores públicos ou privados. E que dizer dos aposentados? Os dirigentes do país são cretinos, abusam da ignorância de muitos brasileiros, que eles exploram com suas escolas falidas e sua saúde negada. Faltam líderes legítimos, com dignidade, consciência do bem comum e visão de estadista. A gente já está cansado de fazer manifesto e passeata, porque já não acreditamos nisso



SERVIÇOS PÚBLICOS 


A nossa empresa de correios ECT já foi a melhor empresa estatal do país. Depois vinha com altos e baixos ao ritmo do aparelhamento político. Vez por outra coincidia um bom gestor, na sorte, porque a política pouco se importa com desempenho gerencial. O problema algora eu não sei de onde vem nem o por quê. O fato é que cada despacho de uma carta ou objeto pode tomar 15 minutos, com a papelada que o ou a funcionária tem de preencher na hora. Como os terceirizados foram fechados, as poucas agências estão lotadas e uma simples carta pode tomar mais de uma hora para ser despachada. Não há um ministério da desburocratização? Kafka deve estar se retorcendo de prazer em seu túmulo.

Uma das paisagens mais feias e degradantes da Zona Sul da cidade são os carrinhos de mão, às dezenas, arrastando toda tarde pela orla sua tralha de cadeiras de praia e barracas amontoadas, sujas, encardidas, já meio gastas pelo uso, entrecortando o trânsito para um depósito sabe-se onde, para no dia seguinte cedo repetir a rota ao contrário, com o mesmo horroroso efeito visual e trágico sentido laboral. Como pode que as prefeituras sucessivamente não encontram uma saída honesta e inteligente para esse problema diário de nossas praias? São assim tão incompetentes???

Alexim, nossas prefeituras e mesmo nossos governos estaduais e Federal são completamente incompetentes em tudo que diga respeito à prestação de serviços. 
No entanto, fomos bem sucedidos no processo de informatização das Receita Federal e dos sistemas estaduais na cobrança de impostos. A mão que recebe é pródiga, já a mão que deveria oferecer é um desastre.


Agora que o calor está brabo é que vemos a quantidade de ônibus sem ar-condicionado, na esteira da herança maldita do antigo prefeito. Os motoristas dos quentões, os que mais sofrem, às vezes param no meio do trânsito de portas abertas para entrar um arzinho. É de lascar! E onde estará o antigo prefeito?
Ninguém é ex-bispo, ou ex-advogado, ou ex-professor, a pessoa pode não estar em atividade, mas continua advogado, professor, sociólogo. O bispo Crivella está governador, e aplicando inversa a lógica de Groucho Marx, ele tem de acreditar na competência de uma igreja que teve ele como bispo. Por isso não estranha a nomeação de colegas pastores. Não estou me prendendo a juízo de valor.

 Certo. Mas ninguém é ex-Freixo. Dessa forma, se eleito, ele iria nomear quem? Decerto os fundamentalistas naturebas e direitos humanos pelo avesso. Já reparou que só se hasteia a bandeira dos DH quando se trata de bandido? Parece que, para esses doidos, cidadão não é humano.


Muda prefeitura mas persiste a mesma ganância em cima do consumidor (não somos mais cidadãos). A nova secretária estadual da fazenda mal chegou e já estuda como aumentar a arrecadação do IPTU. Alega que os valores da planta estão desatualizados, o que é verdade, mas ignora que se faz um jogo entre valor das alíquotas e das plantas para não chegar a valores astronômicos com um objeto que tem enorme sentido social, a residência. Para a qual a prefeitura mal contribui. Por exemplo, se ela mantiver as alíquotas mas aumentar os valores dos imóveis para preços de mercado (ilusórios e especulativos) o IPTU pode se tornar impagável para a classe média, mais uma vez sacrificada na conjugação político-ideológica do estado brasileiro. Como o recém falecido sociólogo Bauman aponta "é uma catástrofe arrastar a classe média à precariedade", como fez o PT e fazem sucessivamente os governos por aqui.

É patético ver o governo anunciar com cara-de-pau os cortes em benefícios e rendimentos dos funcionários e do público habitante desse planeta particular carioca como se toda essa merda que o estado vive hoje não fosse em maior parte consequência da incompetência desses mesmos governantes. Tinham primeiro de pedir perdão pela má governância e depois renunciar envergonhados.


POLÍTICA

A Tal da Governabilidade
Nosso país, por falta de sólidos princípios compartilhados pela população, convive com falsas concepções morais e argumentos justificativos para a legitimação de crimes, pilantragens e malandragens. Uma delas é a tal governabilidade, que todos os partidos praticam. Significa ignorar vícios e crimes de colarinho branco em nome da suposta necessidade de manter a governabilidade. Acabamos de assistir algo assim: não importam os eventuais crimes de corrupção do Sr Temer porque é preciso seguir adiante com a aprovação das reformas e manter a governabilidade do país. Na verdade se trata de esconder a velha prática dos privilégios de classe, do empreguismo, do patrimonialismo e tantas outras falácias nacionais. Fica difícil evoluir com a democracia e os princípios de igualdade de direitos, faltam bons exemplos de boa prática que pudessem servir de base para os mais jovens e as novas gerações. Como vamos conviver com pelo menos 263 deputados que supostamente nos representam no Congresso para fazer o que fazem? Que merda de país é esse? Como sair dessa armação viciosa? Respostas para a redação...
Políticos
Como conviver com essa choldra de políticos brasileiros, em todos os níveis, federal, estadual, municipal? Como foi possível que a boa gente foi se afastando e deixando o galinheiro para as raposas?
Como sair desse cul-de-sac? Os cientistas políticos não recomendam o voto nulo, mas como nos associar a nomes que ferem absolutamente nossa inteligência cívica?  20\06\14
O ministro quer bater recorde de casuísmo. Mas bastaria lembrar que, em última instância, quem não deve teme menos. Na lógica dele o bandido pode agir fora das regras, mas a defesa da cidadania tem de cumprir todos os rituais e barreiras intencionalmente criadas pelos poderosos para nunca correr riscos de ser apanhados.  20\06\17
De nossos políticos já sabíamos de muitos defeitos, mas apenas suspeitávamos da cara-de-pau. Agora temos certeza.  25\06\17
Os políticos, acuados, mentem descaradamente. Podiam pelo menos não abusar de nossa inteligência. É inconsistente a defesa de Temer apostar na irregularidade da gravação e quando fica provado que a gravação está íntegra, desqualificá-la como prova. Estão girando que nem peru no Natal.  28\06\17

Se é verdade o que dizem os irmãos Batista em seu depoimento e parece que é, o presente Congresso não tem legitimidade para julgar a imputabilidade do presidente Temer. E principalmente o chefe da Câmara dos Deputados, que visita Temer diariamente e só aceitará abrir processo se tiver certeza do resultado. Jogo de cartas marcadas. Inclusive assume a presidência do país por uma viagem dispensável de Temer, que soa como um presente para sua biografia. Rodamos, rodamos e não vemos saída.   17\06\17

Pelas articulações políticas em marcha vamos ver as mesmas caras podridas de sempre se mostrando com promessas desgastadas e fora das expectativas e necessidades. Estamos fritos a menos que a realidade social nos cause uma surpresa. 14\06\17


Falta esclarecer como estão sendo pagos os caríssimos serviços de advogados, verdadeiras bancas de excelências, com dinheiro limpo?    14\06\17


Marcelo O Leão controla a classe média e os assalariados. Certa vez caí na malha fina por causa de 200 reais. Mas não pegam esses caras que transacionam milhões.
Caiuby   Só deveriam permitir defensor público. Roubam e pagam os melhores advogados à custa do nosso dinheiro.
O pior cenário é o desespero da classe política   12\06\17
Por todo lado que olho encontro algum torcedor do Vasco, sobretudo entre as mulheres. Desconfio das estatísticas e da estratégia da Globo. Pelo menos não no abismo de cobertura esportiva de dez transmissões grátis do Flamengo contra três dos demais clubes do Rio. Uma ilegalidade contra os direitos do torcedor e um crime cultural grave. A vida não pode ser administrada pelo ibope.
Comentario: Os políticos corruptos estão desesperados fugindo das punições e este cenário desespera os políticos honestos.
Vamos por partes: não acho que o país dispõe de um homem ou mulher ilustre, com dignidade reconhecida, autoridade moral, vontade política e consciência de estadista para assumir a condução da recuperação política, econômica e cultural que o país necessita. E se houvesse não encontraria espaço político para levar adiante sua tarefa.
 Então não vejo como desastrosa a permanência do Temer nesse curto período, que não permitirá que ele faça mais estrago do que já fez com suas reformas precipitadas, tiradas do bolso do verdadeiro condestável do governo, o homem que vem conduzindo nossa economia independentemente dos governos de turno. Mesmo que caísse Temer, qualquer governo que viesse manteria esse senhor por razões que não vamos explicitar nessa mídia.
 Eu desejava uma decisão honrosa e exemplar do Tribunal como parte da revolução iniciada com a Lava-Jato, na busca de uma nova política, indispensável para a recriação do nosso sofrido país. Como vimos que ainda não estamos prontos, então o mais importante agora é nos preparar para 2018. Para não sermos de novo colocados entre tu e tu mesmo, sem escolhas cabais, que é essa a nossa realidade anos trás anos.
Não tenho uma receita para isso, mas se tivermos claro o que desejamos, certamente encontraremos no caminho, como fala o poeta espanhol universal Antonio Machado, fazendo caminho ao andar. ( a ser continuado).   10\06\17

Vamos por partes: não acho que o país dispõe de um homem ou mulher ilustre, com dignidade reconhecida, autoridade moral, vontade política e consciência de estadista para assumir a condução da recuperação política, econômica e cultural que o país necessita.  E se houvesse não encontraria espaço político para levar adiante sua tarefa.  
Então não vejo como desastrosa a permanência do Temer nesse curto período, que não permitirá que ele faça mais estrago do que já fez com suas reformas precipitadas, tiradas do bolso do verdadeiro condestável do governo, o homem que vem conduzindo nossa economia independentemente dos governos de turno. Mesmo que caísse Temer, qualquer governo que viesse manteria esse senhor por razões que não vamos explicitar nessa mídia.  
Eu desejava uma decisão honrosa e exemplar do Tribunal como parte da revolução iniciada com a Lava-Jato, na busca de uma nova política, indispensável para a recriação do nosso sofrido país. Como vimos que ainda não estamos prontos, então o mais importante agora é nos preparar para 2018. Para não sermos de novo colocados entre tu e tu mesmo, sem escolhas cabais, que é essa a nossa realidade anos trás anos.
Não tenho uma receita para isso, mas se tivermos claro o que desejamos, certamente encontraremos no caminho, como fala o poeta espanhol universal Antonio Machado, fazendo caminho ao andar.  ( a ser continuado).


  
FUTEBOL

Cercar o juiz pode?
Pois é, finalmente um clube que não é do Rio e portanto não tem compromisso com o conformismo dos clubes cariocas Botafogo, Fluminense e Vasco, se revolta contra a óbvia parceria do Flamengo com a Rede Globo. Mais uma vez, principalmente em pênaltis e impedimentos, os jogadores do Flamengo cercam o juiz e dão tempo para uma consulta externa. Em sã consciência, é impossível à vista humana enxergar se o pé do zagueiro tocou na bola entes de tocar no atacante. Nesses casos só o acaso da marcação do juiz. E é aí que entra o esquema rubro-negro que pelo menos assegura que não vai haver erro contra o clube.  É o Santos que afirma que um repórter da Rede soprou pro 4º. Árbitro.  E soprou errado,  pois para mim houve pênalti, tecnicamente, não nas recentes interpretações do juizado brasileiro. O beque chegou com tudo e apenas por milímetro tocou primeiro na bola, mas levou junto as pernas do atacante impedindo-o de seguir a jogada: é pênalti.  Mas isso não importa, o que vale é o esquema aparente montado porque não é a primeira nem a segunda vez. O cerco ao juiz retarda a decisão para que a consulta ocorra. Não adiantam as próprias negativas da empresa envolvida no caso porque está comprometida pela notória parceria comercial que favorece brutalmente o já forte clube carioca.
Concorrência desleal no futebol
Vivemos no mundo ocidental onde o sistema capitalista é triunfante e soberbo. Sabemos que ele é altamente eficiente na produção de riqueza, mas também na concentração de renda e na geração de consequências indesejáveis para a sociedade e para o próprio modelo de negócios. Foi então necessário estabelecer mecanismos de correção, não apenas para evitar a destruição da sua galinha de ovos de ouro, a população, mas também a guerra de extermínio entre os próprios capitalistas, para que os lobos não se devorem entre si e para que não eliminem os cordeiros, que somos nós. Organismos internacionais foram criados, como a OIT e a OMC, para controlar o meio de campo e evitar que os lobos tirem proveito da força para eliminar a concorrência desleal no mundo dos negócios.
Ainda assim vemos que governos inventam jogadas desleais com propósitos equivocados, como a concentração dos subsídios nas grandes empresas selecionadas pelo BNDES, e no caso do futebol a escolha do Flamengo para os investimentos da Rede Globo. Se os amiguinhos não querem enxergar isso, paciência. Se os dirigentes dos demais clubes não podem enxergar isso, que pena e que merda.


E agora, José?  Violência em São Januário foi uma resposta às ameaças da organizada do Flamengo.  Desde jogos anteriores a torcida do rival tem tentado inviabilizar o estádio do Vasco. Da outra vez quebraram tudo no estádio. Graças justamente à segurança não houve um confronto, mas a organizada vascaína estava preparada com paus e ferro e acabou brigando entre si. Continuo achando que as organizadas perderam o rumo e a justificativa. Foram criadas para acompanhar o time onde se apresentasse, para manter presença em situações adversas e estimular a grande torcida (desorganizada?). Perderam o sentido por contaminação da violência endêmica do país. Ficamos assim: organizadas, nem cá nem lá. Pena que a mídia carioca é deformada pelas regras de consumo do marketing publicitário e a justiça desportiva é sectária.
Finalmente o Vasco consegue que o Globo lhe dedique duas páginas e mostre seu escudo, coisa só permitida regularmente ao Flamengo.                                                                                          Mas condenar o estádio é jogar a criança fora com a bacia. Barbárie pode acontecer em qualquer estádio.  Justamente a boa estrutura de São Januário evitou uma invasão do gramado com piores consequências. Mesmo no Maracanã e no Nilton Santos se mata do lado de fora. O Rio de Janeiro, infelizmente, por culpa de seus administradores e políticos, é um açougue.        O que tem de ser atacado e punido, são as torcidas organizadas que pela sua forma de atuar atraem pessoas dispostas à violência e à agressão. Elas são uma praga do futebol. Mas pelos arquivos desse jornal só a torcida organizada do Vasco é que se constitui de vândalos. Melhor seria aproveitar o momento para condenar todas as organizadas. Os clubes precisam promover associados e não “organizados”.
Futebol XXXXX

Meus desejos esportivos de fim de ano são que as autoridades superiores da Rede Globo se apercebam que seu patrocínio distorcivo a um dos clubes cariocas, em prejuízo dos demais, é perverso, comercialmente equivocado no longo prazo, eticamente condenável e ilegal frente à lei de direitos dos torcedores. Ao longo dos anos criou um fosso enorme entre as torcidas desse clube e dos demais. Diariamente pode ser demonstrada a ponta desse iceberg. Os melhores jogadores optam pelo clube parceiro porque sabem que terão sua imagem superexposta (e sabemos que os craques ganham mais de imagem que de salário). Isso traz vantagens no recrutamento de novos craques e economia nos salários contratados. Hoje mesmo um jogador disputado tornou pública sua preferência. As outras vantagens eu tenho exposto ao longo dos últimos anos e seria penoso repeti-las nessa data. Feliz Ano Novo para todos nós!

O Flamengo, ópio do povo nos tempos atuais, é um monstro de duas cabeças: uma, a torcida, tomou proporções monumentais graças à dedicação da Grande Rede, um crescimento desnecessário e perigoso;  a outra, o timinho, que luta e se mata em campo para corresponder à expectativa da grande massa, sem êxito, apesar das incríveis ajudas de arbitragem e agora da CBF.

A sacanagem continua: no jornal de hoje uma página externa inteira dedicada ao parceiro e a de dentro dividida entre os menos válidos segundo critérios supostamente de público, o Botafogo é o último, mesmo com o Vasco na secundona. O Fla x Flu da patrocinadora (o Flu bem menor) e o Vasco mais pro lado dos fundos, junto com Botafogo, sempre o último. Então já não é o critério de público, é parceria mesmo. E finalmente um repórter descuidado confessa que os times da Casa não foram rebaixados por conta do Tapetão contra a Portuguesa. Um escândalo tão gritante que jogou a Lusa pros infernos. Então fica posto: Graças ao tapetão o Flamengo (e o Fluminense) não caiu. É isso, o resto é o que todos sabemos: vai chegar o dia em que o Flamengo não vai ter com quem jogar, por aqui. Vai ser impossível jogar contra ele. Nenhum árbitro (sic) vai estar isento (domingo o juizinho marcou um pênalti que não existiu, para resolver logo a partida, mas o atacante desperdiçou e olha que o time da Casa nem precisava disso, o adversário era apenas o Figueira). Ver recortes anexos.

O Flamengo, ópio do povo nos tempos atuais, é um monstro de duas cabeças: uma, a torcida, tomou proporções monumentais graças à dedicação da Grande Rede, um crescimento desnecessário e perigoso;  a outra, o timinho, que luta e se mata em campo para corresponder à expectativa da grande massa, sem êxito, apesar das incríveis ajudas de arbitragem e agora da CBF.

No jornal Globo o Flamengo não perde, "bate no travessão". Se já tem a maior (não necessariamente a melhor) torcida e recebe toda essa promoção do jornal (e da Rede), a diferença com as demais torcidas só tende a aumentar. E isso se reflete nas verbas de patrocínio, na melhoria dos clubes, no desenvolvimento do futebol carioca, na disposição e valorização dos respectivos atletas e na visão dos juízes, claro.  22\01\16

Vinicius Jr joga no sub 20 do Flamengo que disputa a Copinha São Paulo com mais 500 clubes de todo o país. Fez um gol no fim do último jogo e o Flamengo ganhou (não sei de quem, não importa). Vinicius Jr tem uma foto de página inteira no Globo de hoje, maior que a melhor foto que algum jogador de Fluminense ou Botafogo tenha tido na vida profissional. Isso é jornalismo ou parceria comercial???
Tomei um susto. Liguei para ver o jogo do Vasco no Torneio da Florida e quem estava escalado? Éder Luiz. Impossível, pensei, nenhum técnico seria tão louco. É. E tem a diretoria do Clube, pior ainda. O timeco do Vasco vai ficar o ano todo arranhando o rebaixamento. Nós torcedores devemos nos preparar. Uma família mesquinha e incompetente tomou conta do clube e não sei quando se poderá livrar-nos desse mal. Para ganhar do Barcelona de Guayaquil hoje precisou que o time equatoriano substituísse dez titulares.

É revoltante para um leitor do O Globo que não seja torcedor do Flamengo ter de aguentar manchetes diárias, há trinta anos, ocupando 80% da página de esportes e sem qualquer escrúpulo do jornal colocar clubes como Botafogo, Fluminense e Vasco numa tirinha vertical no canto da página. Será essa a diferença esportiva entre esses clubes, ou é a vergonhosa sociedade comercial do jornal com o clube da Gávea? Mas afinal a página é de jornalismo ou marketing??? Devia trazer uma advertência informando tratar-se de matéria comercial, e descontar de minha assinatura. Até quando os outros clubes vão ficar calados????

O amigo pode perguntar, por que continuo assinando?! Me antecipo explicando que minha mulher gosta do Segundo Caderno e eu tenho o hábito do papel impresso, e finalmente não há outro jornal no Rio.
Rodrigo Machado
Isso é uma sacanagem grossa e uma covardia, além do crime contra a lei de direitos dos respectivos torcedores. Um dia a casa vai ter de cair.

Mauricio Alex Nunes
quando o Corinthians está envolvido, sem se dar conta dela mesma quando é o Flamengo que está em jogo. Não imagina como devem sentir-se os amigos que não são torcedores do time da Rede. Aliás, time não, atração da Rede.



Rodrigo Machado Boa, João C. Alexim Acabei de cancelar minha assinatura, dentre outras razões, por seus comentários lúcidos sobre o jornaleco.

João C. Alexim Imagine, Conca, argentino, bom jogador, cansado de luta, ex-Vasco e ex-Fluminense, foi pra China ganhar dinheiro, volta ao Brasil bichado, nem vai jogar já, nem se sabe quando, e já teve três páginas inteiras de O Globo! (claro, ele não tem culpa disso).

Meus desejos esportivos de fim de ano são que as autoridades superiores da Rede Globo se apercebam que seu patrocínio distorcivo a um dos clubes cariocas, em prejuízo dos demais, é perverso, comercialmente equivocado no longo prazo, eticamente condenável e ilegal frente à lei de direitos dos torcedores. Ao longo dos anos criou um fosso enorme entre as torcidas desse clube e dos demais. Diariamente pode ser demonstrada a ponta desse iceberg. Os melhores jogadores optam pelo clube parceiro porque sabem que terão sua imagem superexposta (e sabemos que os craques ganham mais de imagem que de salário). Isso traz vantagens no recrutamento de novos craques e economia nos salários contratados. Hoje mesmo um jogador disputado tornou pública sua preferência. As outras vantagens eu tenho exposto ao longo dos últimos anos e seria penoso repeti-las nessa data. Feliz Ano Novo para todos nós!

O Botafogo tem sido subestimado pela mídia como clube e time. Seu presidente acaba de descobrir que precisa reativar rivalidades esportivas como fez Eurico Miranda com o VascoxFlamengo, roubando a preferência da Grande Rede pelo FlaxFlu. Acho que todos os quatro grandes merecem destaque em rivalidades esportivas, esse é o sentido do esporte de multidões, não a pregação do vale-tudo de certo time da Casa.


O Esporte da Grande Rede trata Botafogo, Fluminense e Vasco como clubes subalternos, se a gente analisa a cobertura que dão a esses clubes em comparação com o que dão ao clube da Casa.
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Marcelo Cavalcante Cavalcante Dificíl. Mesmo que o mengo caia para a terceirona, vão dar destaque ao empate (dra-má-ti-co!) que ele arrancou contra o Íbis, com mando de campo e o juiz roubando descaradamente.
Mauricio Alex Nunes João Saldanha falava sempre que jornalista esportivo joga contra o emprego deles mesmos, pra ficar falando só de um time não precisa de tanta gente.


O Flamengo, ópio do povo nos tempos atuais, é um monstro de duas cabeças: uma, a torcida, tomou proporções monumentais graças à dedicação da Grande Rede, um crescimento desnecessário e perigoso; a outra, o timinho, que luta e se mata em campo para corresponder à expectativa da grande massa, sem êxito, apesar das incríveis ajudas de arbitragem e agora da CBF.

Roubo previsível, gol em absurdo impedimento. Juiz invertendo faltas.Flamengo só faz gol de bola parada, então o juizinho toca a marcar faltinhas na entrada da área. Tudo previsível, para ganhar do Flamengo tem de ganhar do juiz, dos bandeirinhas e da CBF!!!!
 que mais me indigna é que diante de tantas evidências os dirigentes dos demais clubes não se revoltam. Caberia a eles defender seus respectivos clubes, mas parece que são cegos ou pouco inteligentes.


Você percebeu bem a diferença, claro que a manchete era do Botafogo, mas na Grande Rede é o Flamengo que perde ou ganha, não tem pra mais ninguém, o que é um crime contra o direito do torcedor (torcida do Flamengo tem transmissão de graça). Aos poucos, André, tudo que tenho dito vai se mostrando na prática. Você viu o dirigente da CBF dando o recado para o distraído árbitro no Fla x Flu. O que temos de aguentar nesse país!


O problema não é usar ou não recursos extra-campo para determinar os lances do futebol, é usar o mesmo critério para os dois lados. Fora isso, sou a favor de introduzir a revisão digital, como no vólei. O que estranho é que desde 1980 todas as decisões polêmicas foram resolvidas a favor do time da Grande Rede.


Eu acho que finalmente se está gerando um consenso de que essa parceria escrota, prejudicial ao esporte, não pode continuar. Ficou escancarado que o juiz ficou esperando uma nota de redação para ajudar o Flamengo. Toda semana há gols como o de ontem, quem pode em sã consciência, a olho nu, afirmar que houve impedimento, uma questão de milímetros e um monte de jogadores juntos, em alta velocidade. Mas o Flamengo pode, tem uma redação de plantão. Como aquela descoberta que havia um jogador da Portuguesa mal escalado. É hora de pôr fim a essa vergonha.
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Marcio, você é inteligente. culto e qualificado. O futebol só tem graça com zoação, tudo bem. Mas há coisas que são antidesportivas, totalitárias e desonestas. Essas não creio que se prestem a gozação, sobretudo de pessoas como você.
Uau
Botafogo estava agora à noite na Rede contra o Inter, mas, incrível, o tratamento televisivo não era o mesmo, não é mostrado como uma atração, é quase como que cumprindo obrigação.


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A Grande Rede proporcionou mais um grande show do Flamengo, às 5 da tarde, foi no Pacaembu, em São Paulo, um território comercialmente muito importante. E na cadeia produtiva da Casa, entre o Faustão e a Fantástico, pão e circo de volta ao povo. O Flamengo contra o ´´ultimo colocado, um massacre previsível, considerando o espetáculo montado, a pressão insuportável ao inimigo, comparativamente aos escravos romanos. Para finalizar o espetáculo uma expulsão, totalmente desnecessária, mas para não perder nenhuma das atrações de sempre. É isso, pão e circo no horário nobre de domingo.

Como o ser humano é relativo, talvez felizmente. Uma amiga carioca, jornalista esportiva de fôlego, reclamava do tratamento preocupantemente destorcido que seus coleguinhas paulistas dão 


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Desculpem insistir, mas é um absurdo. Jornalismo não é, a Rede dá tratamento de show aos jogos do Flamengo, com chamadas durante a programação. Lembram quando o Faustão tinha uma caravana que enchia as praças do Nordeste e Centro-Oeste? Pois é, qualquer promoção da Globo enche as praças e por que não os estádios? Seja Flamengo ou Você Decide!
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A manchete do O Globo não podia ser outra, uma indecência com o futebol carioca, a vitória do Fluminense foi muito mais marcante, contra o Corinthians, no campo do adversário, num jogo emocionante, no último minuto, mas olha a diferença de destaque na primeira página em super-colorido. Assim foi construída a serpente.
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Amei
Sutilezas de redação:Fla Se Impõe No Chile (seria uma vitória internacional, se omite o adversário, que não chega nem a Cobreloa). O Fluminense Acabou! (Não destaca que teve dois pênaltis ignorados pelo juizinho, claro, o adversário era o Corinthians, o time paulista da Casa). O Vasco, Não Deu (Nem diz que o gol do Santos teve no mesmo lance uma falta e um impedimento). Sutilezas...


A sacanagem continua: no jornal de hoje uma página externa inteira dedicada ao parceiro e a de dentro dividida entre os menos válidos segundo critérios supostamente de público, o Botafogo é o último, mesmo com o Vasco na secundona. O Fla x Flu da patrocinadora (o Flu bem menor) e o Vasco mais pro lado dos fundos, junto com Botafogo, sempre o último. Então já não é o critério de público, é parceria mesmo. E finalmente um repórter descuidado confessa que os times da Casa não foram rebaixados por conta do Tapetão contra a Portuguesa. Um escândalo tão gritante que jogou a Lusa pros infernos. Então fica posto: Graças ao tapetão o Flamengo (e o Fluminense) não caiu. É isso, o resto é o que todos sabemos: vai chegar o dia em que o Flamengo não vai ter com quem jogar, por aqui. Vai ser impossível jogar contra ele. Nenhum árbitro (sic) vai estar isento (domingo o juizinho marcou um pênalti que não existiu, para resolver logo a partida, mas o atacante desperdiçou e olha que o time da Casa nem precisava disso, o adversário era apenas o Figueira). Ver recortes anexos.

Sobre a TV Globo   (esporte \ futebol)
Ontem um amigo me perguntou por que sou contra a Globo e eu me preocupei. Preciso esclarecer. Não sou "contra" a Globo, a mais carioca das redes de televisão, a que dá mais emprego a belezocas (o que estariam fazendo sem a Globo?) e aos talentos audiovisuais. Critico apenas a visão imediatista do seu departamento esportivo, que faz parceria cega com o Flamengo e permite a esse clube, mesmo sem time, fazer show no maraca ou onde se apresentar no país, empurrando, por contraste, os demais para o buraco. Sim, porque a Globo tem poder de mídia para "fazer o show" de qualquer coisa, até do atual time do Flamengo, pode fazer essa mágica de criar um astro ou promover um clube, e escolheu o Flamengo. Eu gostaria que ela fosse mais equilibrada com todos os clubes cariocas. Alguns amigos, ingênuos, explicam que transmite o Flamengo porque as datas e horários coincidem com os da Globo, quando é o inverso. Outros justificam pela grande maioria de torcedores. Sim, mas essa maioria foi construída desde alguns anos já com ajuda da própria Globo. É isso, eu também quero a Globo, para o Vasco, o Botafogo....
Meus desejos esportivos de fim de ano são que as autoridades superiores da Rede Globo se apercebam que seu patrocínio a um dos clubes cariocas, em prejuízo dos demais, é perverso, comercialmente equivocado no longo prazo, eticamente condenável e ilegal frente à lei de direitos dos torcedores. Ao longo dos anos criou um fosso enorme entre as torcidas desse clube e dos demais. Diariamente pode ser demonstrada a ponta desse iceberg. Os melhores jogadores optam pelo clube parceiro porque sabem que terão sua imagem superexposta (e sabemos que os craques ganham mais de imagem que de salário). Isso traz vantagens no recrutamento de novos craques e economia nos salários contratados. Hoje mesmo um jogador disputado tornou pública sua preferência. As outras vantagens eu tenho exposto ao longo dos últimos anos e seria penoso repeti-las nessa data. Feliz Ano Novo para todos nós!
O Botafogo tem sido subestimado pela mídia como clube e time. Seu presidente acaba de descobrir que precisa reativar rivalidades esportivas como fez Eurico Miranda com o Vasco x Flamengo, roubando a preferência da Grande Rede pelo Fla x Flu. Acho que todos os quatro grandes merecem destaque em rivalidades esportivas, esse é o sentido do esporte de multidões, não a pregação do vale-tudo de certo time da Casa.


Nada justifica a violência, todo mundo sabe disso.  Mas um conjunto de fatores pode ajudar a explicar os acontecimentos em São Januário: torcidas patrocinadas no futebol, por sua natureza mesma, são coletivos apropriados para pessoas mal formadas e oportunistas exercitar seus instintos mais selvagens; dirigentes mal sucedidos insistem em permanecer em seus postos numa atitude patrimonialista que se repete nos clubes e na política brasileira, gerando mal estar e revolta na população e nas torcidas reais; o clima de violência generalizada da cidade contribui para o estresse emocional de todo mundo; juízes despreparados ou autossuficientes multiplicam pequenas faltas e marcam um dos times distribuindo cartões amarelos para mostrar seu poder, mas o que mostram é arrogância e o que provocam é a irritação do time e de todos.
No caso específico, o time do Vasco, que teoricamente seria o alvo da insatisfação da sua torcida, o time pôde sair de campo com tranquilidade. O que explica que o time do Flamengo tenha permanecido no gramado, esquecido da rivalidade visceral dos dois lados? Isso pode ter sido entendido como provocação? Foi provocação ou ingenuidade? O estádio é bonito e seguro, talvez a única coisa boa que a tal administração terá feito. Ele não tem nada a ver com o acontecido, poderia ser em qualquer estádio. Por que não processam e interditam o Eurico, por ilação?      
O estádio em si mesmo é neutro, depende das medidas práticas de segurança, como qualquer lugar na cidade. Se a violência justifica interditar o estádio vamos ter de interditar o próprio Rio de Janeiro!!!                                                                                                                                   Repito que não estou justificando nada, tem mais é que acabar com torcidas patrocinadas.


O time do Flamengo é superior ao time do Vasco.  O Flamengo jogou melhor d que o Vasco e o placar é justo, tudo bem. Mas como eu tenho repetido a grande diferença é que o time do Flamengo joga confortável em campo sem se preocupar com o juiz, mesmo cercando o juiz e simulando reclamações. As faltas que o juiz marca contra o Flamengo são no meio de campo. Antes de 30 minutos o juiz já terá amarelado um defensor adversário. E o defensor do Flamengo pode levantar as mãos e interromper o curso da bola dentro da área que o juizinho não enxerga, como aconteceu.  Ou seja, a superioridade do time do parceiro global é reforçada pela ação do juiz.
Não justifico o vandalismo de parte de torcedores vascaínos e aqueles caras não representam a grande torcida do Vasco, ignorada pela mídia, que também não faz estardalhaço com os erros do juiz contra adversários do Flamengo. Se esse circo se repete, como não irritar o próprio time do Vasco que já sabe o que o espera, como aponta Nenê. Se a mim me irrita, que diremos dos que pagam para ir aos estádios.  Essa estória está batida, mas nem por isso é menos real.  


Os problemas sucessivos que só atingem o Vasco parecem preconceito desportivo-racial. Interditar o estádio de São Januário é um acinte à inteligência, nenhum estádio do Brasil tem um plano apresentado 30 dias antes do campeonato, não estaríamos falando de Brasil, mas talvez da Suíça. O Vasco é punido por ter estádio, deve ser isso. O Rio de Janeiro não oferece segurança para os moradores, deviam fechar o Rio de Janeiro.
Certamente, deve haver no Ministério Público e na Justiça Desportiva torcedores fanáticos de outros clubes, porque infelizmente a paixão daninha, não a amorosa, grassa num país dividido na política e na civilidade. Em vez de interditar deviam estabelecer as condições para funcionar, e estender isso a todos os estádios do país, com transparência. Como a Grande Rede criou 60% de torcedores do mesmo clube, a possibilidade de ter rubro-negros em órgãos decisivos da cidade é muito grande. E foi um rubro-negro, de dentro de uma prisão, que proclamou a guerra entre as organizadas para o estádio e o jogo. A guerra não aconteceu justamente porque a segurança não permitiu. Foi a organizada do Flamengo que, no jogo passado entre os dois clubes, quebrou toda a parte do estádio que lhe fora destinada.
 Amos parar com o fanatismo e criar um pouco de solidariedade desportiva, os outros clubes do Rio deviam se solidarizar com o Vasco em vez de apoiar a perseguição. Se o problema é Eurico, por que não ajudam o Vasco pedindo a interdição dele?
Lembro que até hoje a famosa mídia exibe o incidente do jogo do Vasco em Santa Catarina, que foi mais grave que o atual, onde a torcida visitante, do Vasco, foi encurralada e teve de se defender. Mas não interditaram o estádio!  E ainda puniram as vítimas, a torcida local do Vasco, onde havia até famílias. Se isso não é discriminação......


Só para registro, que já cansei de protestar: a página esportiva do Globo de hoje é a prova definitiva que abdicaram mesmo do jornalismo para fazer marketing esportivo.  Mais uma vez uma foto colorida de meia página com o novo contratado do clube da Casa, que nem mostrou serviço ainda, com um escudo de tamanho de um elefante em destaque. Quando sai uma foto de outros clubes cariocas é em tamanho pequeno, descolorido e quase nunca se vê um escudo, geralmente é o goleiro ou o técnico, que não têm camisa do clube.  Sinto revolta, mas a maior culpa é dos dirigentes (sic) dos outros clubes que consentem nisso. Devem ter as pregas presas com a empresa, os tais adiantamentos que a Globo faz a eles como os fazendeiros faziam com os escravos, para obrigá-los a fazer parte do jogo de dominação. Depois os amigos, boa gente mas inocentes, acham que  a torcida multitudinária do Flamengo foi construída pelo próprio clube.